Artigo sobre a Desconstrução das Desigualdades Sociais

 Capa do Artigo

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          Ementa, Resumo, Apresentação e Sumário do ensaio de sociologia publicado junto a Think Tank for Global Sociology intitulado A Desconstrução das Desigualdades Sociais[i].

Por Jacob (J.) Lumier

http://www.sociologynetwork.org/

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Ementa

Notas sobre a experiência de Sociólogos sem Fronteiras Rio de Janeiro – SSF/RIO junto à Cúpula dos Povos na “Rio+20”- Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em Junho 2012, na cidade do Rio de Janeiro.

Remarks to work on the deconstruction of social inequalities: An experience of Sociologists Without Borders- SSF/RIO with the Peoples’ Summit at Rio +20″ (Event United Nations, June 2012, Rio de Janeiro).

Resumo

Neste artigo o autor põe em obra uma crítica à falsa suposição tirada do antigo atomismo social de que, mediante a imposição do sistema de vantagens e desvantagens que compõem as desigualdades sociais, o controle capitalista das aspirações ao bem-estar tivera absorvido completamente a sociabilidade humana (“não existe sociedade, só há o mercado”).   Sustenta que a experiência sociológica de participar na Cúpula dos Povos reconhece a redescoberta do pluralismo social efetivo subjacente.

Abstract

In this article, the author presents as a paper, a critical opinion ( criticism) to the false assumption withdrawn from old social atomism that the capitalist control of welfare aspirations, by imposition of system of advantages and disadvantages that is part of the social inequalities, has completely absorbed the human sociability ( “ there is no society, but only market” ). It sustains that the sociological experience of taking part in The People’s Summit, recognizes the discovery of effective and fundamental social pluralism.

Key words:

Social Atomism, People’s Summit, economism, sociological experience, social pluralism

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Apresentação

O principal critério dos materiais empíricos é a variabilidade: Os agrupamentos particulares mudam de caráter e não apenas de posições; assumem identidades e diferenças não assumidas em tipos ou subtipos de sociedades diferentes. Na medida em que participam da mudança em eficácia que se opera no interior das estruturas, os grupos, mais do que se deslocarem conforme trajetórias apenas exteriores, se movem nos tempos sociais. A análise estrutural é inseparável da realidade social histórica.

Como se sabe, os universos simbólicos são passíveis de cristalização segundo processos de objetivação, sedimentação e acumulação do conhecimento. Esses processos de cristalização levam a um mundo de produtos teóricos que, porém, não perde suas raízes no mundo humano, de tal sorte que os universos simbólicos se definem como produtos sociais que têm uma história.  Antes de se ligarem aos papéis sociais, como desejaram equivocadamente os formalistas, as expectativas se ligam ao esforço coletivo, incluindo-se, neste último, os históricos não só de iniciativas, projetos e métodos, mas das tentativas e das próprias realizações de um agrupamento social.

A compreensão elaborada neste ensaio é orientada pela afirmação espontânea do equilíbrio parcial entre as prerrogativas de uns e as obrigações de outros, como foco da vida do Direito, que se inclui nas manifestações da sociabilidade e no consequente pluralismo social efetivo subjacente ao controle capitalista.  Trata-se de um dado empírico que derruba por terra os axiomas tirados do atomismo social e projetados na consigna neoliberal de que “não existe sociedade, só há o mercado”.

A experiência sociológica de participar na Cúpula dos Povos, matéria deste ensaio, traduz-se como instância crítica da mercadorização das relações humanas e, deste ponto de vista, põe em questão a categoria economicista da vantagem diferencial como componente do condicionamento individual imposto pelo controle capitalista, aplicável a todas as coisas que contam pontos em um curriculum vitae ou em portfólios.

A crítica proposta alcança a aplicação da categoria economicista da vantagem diferencial que se traduz nos conceitos de “capital social”, “capital humano” (inclui o “capital intelectual”) e “capital cultural”, utilizados como critérios para: (a) comparar as desigualdades sociais com alcance na economia: desigualdades de oportunidades, de níveis de vida, de acesso ao consumo, aos conhecimentos, aos bens e valores desejados; desigualdades de realizações pelo trabalho, no exercício dos direitos individuais e sociais e das liberdades, etc.; e…  (b) relacioná-las em hierarquias variadas, a fim de descrever um sistema estratificado característico de um dado regime capitalista (estratos econômicos e sociais).  Tais aplicações preservam intocado o problema sociológico da desigualdade e deixam de lado a grave disparidade entre opulência e pobreza.

Novembro 2012

Jacob (J.) Lumier

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Sumário

Apresentação   6

O Limite da Igualdade   9

Os Direitos Sociais           10

O Controle Capitalista   10

Pluralismo social e Sentimento coletivo               11

A experiência Sociológica            12

A falsa suposição de atomismo social    12

Momento de análise     12

Expectativas e Solidariedade     13

Contra o atomismo        14

Conceito dialético de grupo       15

Crítica do enfoque economicista pela vantagem diferencial       17

Reificação e função de representação no psiquismo da estrutura de classes     17

O saber economicista e o psiquismo da classe burguesa              17

Unilateralização e generalização das necessidades         18

O desejo de posse         19

A sabedoria de frieza    20

A ficção do futuro           20

A satisfação das necessidades e a disposição praticista.               21

A vantagem diferencial no esvaziamento das significações humanas     21

A função conservadora da vantagem diferencial             22

A função social de reconciliar os homens com as más condições de vida.             23

O Pluralismo Social Efetivo          23

Juízos de Valor e Juízos de Realidade    24

A inserção do sociólogo na desconstrução das desigualdades.  25

Nota Complementar Sobre O Produtivismo       26

Nota Complementar Sobre A Transformação Das Necessidades              28

Nota sobre o utilitarismo normativo      29

Notas de Fim     29

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[i] O artigo em epígrafe foi desdobrado dos documentos apresentados pelo autor em sua participação na Cúpula dos Povos, já divulgados online na Web da Rede dos Povos e nesta Web. Acesse o seguinte link: https://ssfrjbrforum.wordpress.com/vantagem-diferencial-e-desigualdades-sociais/