Apoio à Jornada de Solidariedade e greve geral contra a política de crise na Europa

Para que tenham conhecimento e subscrevam, promovo aqui a divulgação do justo e lúcido posicionamento de Attac France (veja Nota no final deste post), de que sou membro, e da rede dos Attac de Europa junto às mobilizações dos movimentos sociais em resposta democrática ao arrocho da economia e em defesa dos direitos sociais e da cidadania.

Jacob J. Lumier

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Nos dez anos do primeiro Fórum Social Europeu, recentemente celebrado pelos movimentos sociais reunidos em Florença, Itália (de 8 ao 11 do mês de Novembro em curso), a rede dos Attac de Europa convoca para a Solidariedade e se une na mobilização junto aos grevistas em Espanha, Portugal, Grécia e na Itália, com apoio às mobilizações previstas nas mais diversas cidades da Europa. Em face de uma situação em que os dirigentes políticos europeus e as elites economicas e financeiras tiram lucro da crise para impor sua ordem neoliberal injusta e antidemocrática, as forças sociais européias lutam por alternativas para uma transição social e ecológica às atuais medidas chamadas de “austeridade”. A rede dos Attac promove sete (7) princípios para sair da crise, seguintes:

  •  Subtrair os Estados da manipulação pelos mercados financeiros _ em vista de permitir um financiemento direto pelos bancos centrais aos governos, com controle democrático;
  • Sair do ardil da dívida pública – pôr um fim às políticas de austeridade e organizar as auditorias da dívida, que desembocam sobre a anulação das dívidas públicas. Bancos e atores financeiros devem aceitar sua parte de perdas;
  • Uma política fiscal redistributiva _ harmonizar pelo alto as taxas sobre o patrimônio ( a riqueza) e sobre os lucros, pôr um fim à evasão fiscal notadamente pela interdição das transações com os paraísos fiscais e judiciários;
  •  Desarmar a finança e os bancos: interditar os mecanismos especulativos mais perigosos (high-frequency trading, venda a descoberto, especulação sobre os produtos derivados, mercados over-the-counter (OTC)… ) e impor uma taxa sobre o conjunto das transações financeiras a 0,1 %, regular estritamente os bancos (separação entre bancos de depósitos e bancos de investimentos, desmembramento dos bancos “gordos demais para entrar em falência”);
  • Um financiemento público e democrático da economia: construir um polo público e cooperativo-financeiro com controle democrático para financiar as carências sociais e a transição ecológica, o restabelecimento e o desenvolvimento dos serviços públicos. As políticas comerciais devem ser revisadas em conformidade com esses objetivos;
  • Uma Europa para os povos, não para os lucros: pôr em obra as políticas econômicas e sociais coordenadas em escala européia para reduzir os desequilíbrios comerciais, favorecer a transição ecológica da economia, desenvolver o emprego e os direitos sociais e fundamentais (saúde, educação, moradia, transporte, alimentação, energia, água, informação, cultura, proteção social…);
  •  A democracia, agora: engajar um processo constituinte para democratizar todos os níveis de decisão; pôr em obra um debate democrático sobre as políticas alternativas em escala européia.

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Leia o documento completo com anexos em“14 novembre : le réseau des Attac d’Europe se mobilise

Le réseau des Attac d’Europe, le 13 novembre 2012

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En France, plusieurs manifestations sont organisées à l’initiative de l’intersyndicale, avec le soutien du collectif pour un audit citoyen de la dette publique : http://www.audit-citoyen.org/

Publié le 13 novembre 2012 – 16:44 par Attac France

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NOTA: O que é Attac? (Associação pela Taxação das Transações Financeiras e para a Ação Cidadã)

Fondée en 1998, suite à la rédaction d’un éditorial du Monde diplomatique : « Désarmer les marchés » (décembre 1997), Attac (Association pour la taxation des transactions financières et pour l’action citoyenne) promeut et mène des actions de tous ordres en vue de la reconquête, par les citoyens, du pouvoir que la sphère financière exerce sur tous les aspects de la vie politique, économique, sociale et culturelle dans l’ensemble du monde.

Attac se revendique comme un mouvement d’éducation populaire tourné vers l’action, considérant que le premier outil pour changer le monde est le savoir des citoyens. Attac produit analyses et expertises, organise des conférences, des réunions publiques, participe à des manifestations…

Fin 2010, Attac est présente dans une cinquantaine de pays, chaque organisation nationale étant autonome et devant simplement adhérer à la plateforme internationale ; Attac France compte près de 10 000 membres et plus de 170 comités locaux.

L’association est dirigée par un conseil d’administration de 42 membres élus par les adhérents, et dispose de l’expertise d’un conseil scientifique de 110 membres.